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Em tempos de pandemia, apartamentos com espaço externo privativo ganham preferência

Momentos de crise podem ser a melhor oportunidade para se investir em imóveis. Segundo dados da Abrainc – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – os juros para a construção civil estão em queda no país, o que pode ser um facilitador para o financiamento da casa própria. A taxa Selic registrou o menor valor da sua história, 3% e, de acordo com vários economistas, a tendência é que ela seja reduzida ainda mais até o final de 2020. Os dados da entidade também revelaram que na última década os imóveis tiveram uma valorização média de 9,4% ao ano. De acordo com o órgão, se comparado ao rendimento da caderneta de Poupança, o ativo foi 44% superior.

Além da queda nos juros há outra mudança observada no cenário desencadeado pela pandemia: a do perfil de consumidores que optam pela vida em condomínio e, ao mesmo tempo, buscam um imóvel com um espaço mais amplo. Hoje já é possível encontrar empreendimentos que apresentam essas características dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Projetos que investem em áreas privativas exclusivas já são realidade no setor imobiliário. No Paraná, a Prestes Construtora e Incorporadora já dispõe no seu portfólio de produtos apartamentos para esse nicho de clientes. De acordo com Rafael Bellei, gerente comercial da construtora, além de mais privacidade, o diferencial nesses imóveis é que eles são uma alternativa para atenderem com mais conforto famílias maiores ou com crianças pequenas e pets. “Esse conceito se aplica nas unidades do piso terro do empreendimento. É uma tipologia que atrai muitos clientes, pois remete a concepção de uma casa, já que há espaço para receber os amigos para um churrasco ou happy hour com muito conforto. No local, também há espaço suficiente para o lazer das crianças e até mesmo dos bichinhos de estimação. Sua área verde possibilita a criação de hortas e jardineira de temperos”. Foi justamente essa tipologia que a assistente social, Karoline Dutra Szul, escolheu para morar com seu marido e os pets do casal. Ela conta que buscava um imóvel dentro de um condomínio fechado que oferecesse segurança, conforto e um espaço privativo maior. “Optamos pelo imóvel com garden em função do espaço de lazer que ele oferece para receber pessoas e também por conta dos nossos bichinhos de estimação. Esse com certeza foi o fator determinante. Temos um cachorro e pensamos num local onde pudéssemos levá-lo. No garden podemos realizar várias atividades com ele”. Além do cachorro, o casal têm mais três gatos. A ideia também agradou o casal Ellen Mormello de Lima e Rafael Tramontin. Residentes em Guarapuava (PR), eles contam que adquiriram o imóvel com a ampla tipologia em função da possibilidade de ter mais liberdade. “Pelo espaço de lazer privativo, a opção de ter um local apropriado para cachorro, plantas e demais atividades que possamos fazer ao ar livre. Também em relação ao custo benefício de se ter conforto maior do que os demais apartamentos”.

A multifuncionalidade desses imóveis também se estende aos períodos de isolamento social. Acredita-se que com o fim da pandemia, muitos profissionais continuem a exercer suas funções em sistema home office, o que acaba justificando a procura por ambientes maiores. “A tendência é que essas pessoas cumpram sua jornada de trabalho, ou pelo menos parte dela dentro de seus lares. Isso acaba por interferir diretamente na escolha do imóvel. Há uma necessidade de ter uma área mais extensa na casa, uma vez que as pessoas irão passa mais tempo dentro delas”, frisa Bellei.

A tipologia geralmente é bem avaliada pelas entidades financeiras o que, conforme Bellei acaba por favorecer o financiamento. “Há uma pequena variação de 5% a 6% no valor do imóvel, mas acaba compensando muito, visto que eles são muito bem avaliados pelos bancos que autorizam um aporte maior dentro do programa de financiamento”.